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CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS


Dando seqüência, veremos:



Tipo de dano

De conformidade com o tipo de dano que provocam nos grãos, os insetos são classificados em:


Insetos primários

São os que atacam os grãos inteiros, penetrando-os até o endosperma e embrião. Alguns passam os seus estágios imaturos no interior dos grãos, sendo que somente os adultos são encontrados na superfície e nos espaços inter-granulares. Outras espécies de insetos primários vivem e se alimentam apenas do embrião e de produtos já elaborados, como, por exemplo, as farinhas, massas, biscoitos, etc.;


Insetos secundários

São as espécies que atacam os grãos partidos, defeituosos ou que já tenham sido anteriormente atacados pelos insetos primários, com os quais geralmente vivem associados;


Insetos terciários


São aquelas espécies que se multiplicam em grãos e outros produtos já em avançado estado de deterioração causada por outros insetos ou por fungos.


Esta classificação pode ser considerada um tanto arbitrária, pois algumas espécies que são secundários para grãos inteiros e sadios, necessitando que outros insetos iniciem os danos, podem ser primários para produtos com alto conteúdo de umidade, ou já elaborados, como, por exemplo, trigo úmido e farinhas.

Outro pormenor interessante, está relacionado com os produtos que atacam. Existem espécies que são polífagas e que se alimentam de uma grande variedade de produtos. Outras, são específicas e somente se multiplicam num determinado grão ou produto como, por exemplo, o caruncho do feijão.




Umidade e Temperatura

Alguns insetos são exigentes em relação à umidade e à temperatura; outros sobrevivem em grãos secos e algumas espécies só se multiplicam em temperaturas relativamente elevadas.




Dispersão

A maneira de dispersão dos insetos também é variável. Enquanto grande número deles tem uma grande capacidade de vôo, outros vivem confinados nos armazéns, silos e depósitos.

Ainda que algumas espécies de insetos que atacam os produtos armazenados tenham inúmeras características em comum, outras são completamente diferentes.





Identificar para combater

Quando se pretende prevenir e controlar os insetos que estão atacando um produto durante seu armazenamento, torna-se indispensável identificá-lo, conhecer as condições favoráveis à sua multiplicação e as suas características biológicas. O controle dos mesmos deve se desenvolver de acordo com estas características. Do contrário, os tratamentos fitossanitários certamente serão ineficazes, custosos e podem até resultar no surgimento de indivíduos cada vez mais resistentes às práticas comuns de controle.




A Ordem dos insetos

Os insetos que atacam os produtos armazenados pertencem, em sua grande maioria, à ordem Coleoptera, que são pequenos besouros conhecidos vulgarmente por gorgulhos e carunchos e, à ordem Lepidoptera, que são pequenas mariposas, também denominadas traças.




Fases do desenvolvimento

Tanto os coleópteros como os lepidópteros se desenvolvem em diversas fases que são:


Ovos

Os ovos, de conformidade com a espécie, podem ser colocados pelas fêmeas tanto dentro, como fora dos grãos. O período de incubação varia de uma espécie para outra. Convém ressaltar aqui, que as formas imaturas, principalmente nas fases de ovos e pupas, apresentam maior resistência à ação dos inseticidas.


Larva e pupa

É na fase de larva, que os insetos geralmente consomem maior quantidade de alimentos. No estágio ou fase de pupa, o inseto sofre mudanças profundas, tanto interna como externamente. É um período de repouso aparente, durante o qual o inseto adquire as características de adulto. Na fase adulta, tanto os coleópteros como os lepidópteros tem como função principal, a disseminação da espécie através da reprodução.


Adulto

Os insetos adultos se caracterizam por possuir um corpo segmentado, com uniões membranosas que lhes permite alguma flexibilidade. O esqueleto externo é constituído por uma membrana grossa ou cutícula. O chamado exoesqueleto envolve totalmente o inseto e lhe dá algumas vantagens, como, por exemplo, certa proteção contra os agentes físicos e químicos, conservação da água do corpo e melhor inserção dos músculos, o que lhe confere agilidade e uma força desproporcional ao tamanho do corpo. Entretanto, a rigidez do exoesqueleto o impede de crescer, motivo pelo qual conserva o mesmo tamanho durante toda a sua existência. É importante observar, que uma mesma espécie de inseto pode se apresentar com pequenas variações no tamanho, dependendo do tipo de grão em que costuma se reproduzir.

Nas próximas páginas abordaremos com mais detalhes as fases do desenvolvimento dos insetos.



Tamanho

Embora algumas poucas espécies possam alcançar 8 a 12 mm de comprimento, na maioria das vezes, o tamanho dos insetos que atacam grãos e produtos armazenados , varia de 2 a 5 mm de comprimento.

O pequeno tamanho desses insetos, permite que os mesmos passem muitas vezes despercebidos e encontrem facilmente esconderijos seguros. Sua resistência e pequena dimensão permite a livre movimentação pelos reduzidos espaços entre os grãos, mesmo nas grandes profundidades dos silos, onde os grãos, ficam bastante compactados. Já os lepidópteros - as chamadas traças - são de constituição frágil, o que as impede de penetrar mais profundamente na massa de grãos. Permanecem na superfície - geralmente não mais que 30 a 40 cm - e por isso, causam menores prejuízos que os besouros.



Reprodução

A reprodução dos insetos é simplesmente assombrosa. Dependendo das condições de temperatura e umidade dos grãos, ao final de vinte e poucos dias, surge uma nova geração de insetos, sendo que a tendência é nascerem 50% de machos e 50% de fêmeas. Segundo Lepage et Gonçalves, num trabalho publicado em 1939, um único casal de Sitophilus orysae, mantido ao abrigo de seus inimigos naturais e com alimentação farta, terão produzido ao final da quinta geração, um total de 1.340.000 novos exemplares.

No decorrer de uma infestação mais intensa de de certas espécies, como o Sitophilus sp e Rizopertha dominica , há a formação na massa de grãos, das chamadas "bolsas de calor " e a conseqüente migração da umidade, causadas principalmente, pelo metabolismo dos insetos adultos, pela intensa atividade das larvas e pela grande proliferação de fungos, que encontram condições de umidade e temperatura favoráveis à sua rápida multiplicação. A massa de grãos sendo um material isolante, impede a dissipação do calor gerado - que pode alcançar de 45° a 52° C, provocando a fuga das larvas e dos insetos adultos para outras áreas da massa de grãos e, fatalmente, a rápida deterioração do produto na região afetada.



 
Raio X de corte de espiga de milho mostrando
 o ciclo biológico do Sitophilus Oryzae. 

Raio X de corte de espiga de milho mostrando
 o ciclo biológico do Sitotroga Cerealella.


Para saber mais


Morfologia dos Insetos 



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