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Identificação
O inseto adulto apresenta um corpo cilíndrico, de 3 a 4 mm de comprimento, de coloração marrom escura, quase preta. A cabeça está posicionada abaixo do
protórax, não sendo visível para quem olha por cima. As antenas possuem dez segmentos cobertos de pêlos, com exceção dos três últimos, que são maiores. O último segmento é quase quadrado.
Sua aparência é idêntica ao Rhyzopertha
dominica. Contudo, o seu protórax é menos arredondado e ligeiramente triangular, apresentando saliências dentadas na parte superior, mais acentuadas que as do Rhyzoperta dominica.
A principal característica do Prostephanus truncatus, que o distingue do Rhyzopertha dominica, é que a parte
traseira, no final dos élitros, não é arredondada e sim, achatada e plana, parecendo ter sido cortada.
O Prostephanus truncatus é encontrado nas zonas tropicais da América Central, México, sul dos Estados Unidos e, desde 1970, na África.
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Prostephanus truncatus
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Multiplicação
Desenvolve-se bem à temperaturas entre 22 e 35° C e 59 a 80% de umidade relativa do ar. O seu ciclo biológico é de cerca de 27 dias, podendo, entretanto, estender-se até a 78 dias, quando a temperatura for inferior a 22° C e 50% a umidade relativa. São capazes de sobreviver em grãos de milho com 9% de
umidade.
Os insetos adultos perfuram os grãos de milho e a mandioca
seca, fazendo buracos arredondados, formando túneis e gerando uma grande quantidade de pó, o que denuncia a sua presença.
A fêmea ovoposita cerca de 50 ovos, que são colocados em câmaras perfuradas em ângulo reto com o túnel central. As larvas eclodem após 3 a 7 dias e são de
cor pálida, com poucos pêlos, sendo os segmentos do tórax consideravelmente mais largos que os do abdome. Ao que consta, se alimentam do pó produzido pelos adultos. A pupa dá origem ao inseto adulto. Todos os estágios imaturos se desenvolvem dentro do grão e/ou fonte de alimento.
Veja a imagem do inseto ampliada, clicando na lente:
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É uma praga primária, com grande capacidade de destruição. Ocorre de forma violenta nos depósitos de milho em espigas e nas lavouras, onde pode sobreviver nas plantas secas de milho e mandioca. Testes de laboratório mostram que são capazes de se reproduzir com sucesso em madeira
seca de árvores.
É um bom voador, que prefere infestar os grãos de milho na espiga, pois tem uma certa dificuldade para perfurar os grãos a granel. Também ataca a mandioca
seca, o trigo mole e a própria madeira. Os danos são severos, podendo as perdas alcançar até 40% nos primeiros seis meses.

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