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Identificação

Ovo: Branco-leitoso, adquire coloração amarelo-claro à medida que ocorre o desenvolvimento embrionário. É cilíndrico, com cerca de 0,7 mm de comprimento. Uma das extremidades é arredondada e a outra é pontiaguda. Larvas: Possuem muitos pelos sobre o corpo. Cerdas de vários comprimentos, são arranjadas sobre a superfície dorsal do corpo e um tufo de cerdas longas no nono segmento abdominal se projeta posteriormente como uma cauda. O comprimento desse tufo diminui com relação ao tamanho total do corpo à medida que a larva cresce. As larvas de primeiro instar são branca amareladas, com cerca de 1,6 mm de comprimento, com pelos farpados nos segmentos abdominais VII e VIII. No quarto instar, as larvas têm coloração marrom dourado, medem cerca de 3 mm de comprimento e têm tufos densos de cerdas nas partes posterolaterais dos tergitos abdominais e torácicos. Os tufos se tornam maiores e longos posteriormente. À medida que a larva continua seu desenvolvimento, o padrão de cerdas não se altera mais. Quando plenamente desenvolvida, a larva mede 5 mm, aproximadamente. Pupa: Mede 3,5 mm de comprimento e é menor que da fêmea (5 mm). Adulto: Possui coloração marrom-avermelhada, com ou sem marcas mais escuras. O pronoto é marrom escuro. O formato geral do corpo é oval e varia de 2 a 3 mm de comprimento, sendo as fêmeas ligeiramente maiores que os machos. A superfície dorsal é moderadamente coberta por pelos finos. Um ocelo mediano é presente entre os olhos compostos. O número de segmentos antenais é 11, mas alguns podem se fundir resultando em 10 ou até 9 segmentos apenas. O escapo consiste de 3-5 segmentos, dependendo do grau de fusão dos segmentos. No macho, o escapo é mais longo. As antenas se encaixam sobre fendas ventrais no protórax.

Bioecologia

Ataca produtos armazenados em geral, como grãos, sementes, farinha, farelo, palha, frutos secos, castanhas, oleaginosas, rações para animais, especiarias e produtos de origem animal. Em laboratório, passa por quatro gerações por ano. As larvas passam por sete mudas. As larvas recém-emergidas não conseguem romper o grão intacto e alimentam-se de grãos quebrados ou macios. Em situações de temperatura média de 25ºC, com alta densidade de larvas, pode ocorrer o estímulo à entrada em quiescência e interromper o desenvolvimento. O período de quiescência pode estender-se por anos. A disponibilidade de alimento e aumento na temperatura pode levar à retomada do desenvolvimento. As larvas podem sobreviver até 13 meses sem se alimentar e até seis anos com disponibilidade de alimento. As larvas que passam por um período de quiescência originam adultos com maior taxa reprodutiva do que larvas que não passam por período de quiescência. O estabelecimento da espécie depende de um período de, no mínimo, quatro meses com temperatura média de 20ºC. A empupação ocorre, em geral, dentro do exoesqueleto da larva de último instar. O desenvolvimento pupal não é afetado pela umidade e varia de 5 dias a 25°C a 3 dias a 40°C. Os adultos iniciam a atividade de cópula imediatamente após a emergência. As fêmeas virgens produzem um feromônio que atrai principalmente machos não copulados. As fêmeas necessitam apenas de uma cópula. O período de pré-oviposição é de 2-3 dias e o período reprodutivo é de, em média 12 dias. O abdômen de fêmeas recém-emergidas é distendido pelos ovos e vários segmentos podem ficar expostos para além dos élitros. O tamanho do abdômen volta ao normal à medida que os ovos são depositados. Cada fêmea deposita de 41 a 51 ovos ao longo da fase adulta. As fêmeas têm longevidade maior que dos machos, a qual é reduzida em situações de temperatura mais elevada. Os adultos não se alimentam, mas são aptésicos. O aumento na temperatura tem pouca influência na fecundidade. O fotoperíodo afeta a oviposição, com fotoperíodos mais longos levando a um aumento na fecundidade. O tempo de desenvolvimento de ovo a adulto é de 220 dias a 21ºC, 39 a 45 dias a 30ºC e 26 dias a 35ºC. A espécie possui uma capacidade natural de dispersão limitada. A dispersão internacional é principalmente através de larvas nas cargas, sacarias ou contêineres. Em climas úmidos, as taxas de crescimento populacional de seus competidores são mais elevadas.